sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

poema de El Sérgio


Poema Bipolar
Um poema transtornado
Afetivamente bipolar
Às vezes maníaco,
Outras deprimido
Mas poema...
Seria eu um santo? Há um halo sobre minha cabeça...
Haloperidol.
Ou estaria psicótico?
E cá estou, meio ácido, perdido na minha agressividade...Valpróico.
Prosaico...Perdendo e ganhando a cada dia,
Fluoxetina.
A vida flui,
Flui o que se tinha, flui o que se perdeu...
Lítio. Li... Leio, ainda. Li, em algum lugar,
Que Freud teria dito que " (...) no futuro
a química resolveria tudo (...)"...
E em outro lugar, não lembro,
Ser tudo placebo, e a crença a cura...
Se "o poeta é um fingidor
Que finge não ser sua
A dor que deveras sente" (seria isso?)
Quisera eu, demente, fingir não ser tudo verdade...
Mas se confessei os nomes, os crimes,
Ainda não cheguei na dose certa
Onde a mente se equilibra
E a incógnita que somos desperta...

Postado por #El Sergio# em seu blog.

2 comentários:

  1. O que Pe. Pedro Cunha nos fala sobre nossa doença da alma é que: Deveríamos deixar de focar nossa vida e nossa mente nela. Entronizamos em nós o rótulo de bipolar ou seja lá o nome que seja dado a nossos comportamentos. Colocamos o sofrimento bem no trono de nossa mente e ficamos ali adorando a dor. Ele nos ensina que bem aos poucos devemos sair de nós mesmos. Cuidar de coisas, animais, flores, pessoas. Visitar asilos. Diz que o simples fato da doença deixar seu trono, outras coisas preencherão esse lugar. Será que ele está certo nisso? Já tentou? Abraço. Lourdes.

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  2. Que lindo o fato de existirem pessoas que conseguem transformar suas dores em arte, é para isso que a humanidade foi criada, para desabrochar na lama, como uma flor de lotus.

    xaxeila

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